quinta-feira, 26 de abril de 2007

Xuxa e Bolinha

Elas chegaram há onze anos. Estavam dentro de uma caixa de papelão em um terreno ao lado de casa. Tinham mais ou menos um mês. Iam passar apenas uma noite, mas acabaram ficando a vida inteira.
Meu pai quando as viu disse que não queria saber de cachorro, que dão muito trabalho, muita despesa, etc. Hoje ele as enche de mimos, leva pra passear nos fins de semana, é todo carinhoso. Já minha mãe tentou resistir, mas acabou cedendo logo, ficou toda cuidadosa, foi ela quem escolheu os nomes. Quanto a mim e meu irmão, nos apaixonamos logo de cara, a idéia de abrigá-las foi nossa.
A Bolinha é um pouco menor, mas tem personalidade forte, é atrevida, teimosa, nunca se aperta. Já a Xuxa é toda meiga, tem uns olhos doces e é medrosa, assusta-se com qualquer coisa. Ultimamente anda apavorada com o barulho da geladeira nova.
No começo, as duas dormiam no quintal, dentro de um caixote de madeira. Depois ganharam uma casinha. A partir de uma noite fria e chuvosa, passaram a dormir na cozinha. Hoje em dia reinam absolutas na sala, em confortáveis almofadas.
São nossas grandes amigas, companheiras fiéis. Mesmo com a idade avançada continuam espertas, brincalhonas, cheias de vida. Percebem tudo o que se passa com a gente, fazem festa quando chegamos em casa, sabem quando estamos alegres ou tristes. Somos capazes de tudo por causa delas: já passamos noites em claro por conta das três cirurgias que a Bolinha fez para retirar tumores de mama, felizmente benignos; já tiramos o veterinário da cama tarde da noite para socorrer a Xuxa; tivemos até uma encrenca com uma tia que não é muito chegada a animais de estimação.
É impressionante o bem que esses bichinhos fazem à saúde: acalmam, consolam, alegram, ocupam a mente. Com certeza são uma grande dádiva que a vida nos concedeu.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Susto e reflexão

Hoje minha avó, de noventa e três anos, nos deu um susto. Ela passou mal, vomitou, suou frio. Tivemos que chamar o médico, ele pediu um exame de sangue, receitou uma injeção. Felizmente foi apenas uma indisposição momentânea, mas foi bom fazer o exame pois ficou constatada uma leve anemia, para a qual ele já receitou um remédio.
À tarde, quando estava dando chá com bolachas a ela, percebi que estava me comportando com calma e paciência, por ela estar se recuperando do mal-estar. Então fiquei pensando: por que não agir assim todos os dias, quando ela está bem e com saúde? Por que ser tão afobada e impaciente com ela às vezes? Por que tantas vezes encarar os cuidados com ela como obrigação e não como gesto de amor?

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Navio que partes para longe...


Navio que partes para longe,
Por que é que, ao contrário dos outros,
Não fico, depois de desapareceres, com saudades de ti?
Porque quando te não vejo, deixaste de existir.
E se se tem saudades do que não existe,
Sente-se em relação a cousa nenhuma;
Não é do navio, é de nós, que sentimos saudades.
Alberto Caeiro

domingo, 15 de abril de 2007

Vitória!

Finalmente o Massa venceu! Foi bem na largada, manteve a liderança o tempo todo, passou um susto na gente quase no fim, quando administou sua vantagem e vibrou bastante com a vitória, apagando a frustração das etapas anteriores. Ele deu um belo salto na classificação e entrou de verdade na briga pelo título, além de não deixar o Kimi abrir uma vantagem maior na briga interna da Ferrari. Agora ele vai ter praticamente um mês para continuar desenvolvendo o carro, melhorando cada vez mais.
Tomara que as coisas continuem dando certo e que possamos comemorar muitas outras vitórias no campeonato. Ou pelo menos muitos pódios. E que a frustração das primeiras etapas não se repita de jeito nenhum.

sábado, 14 de abril de 2007

Boa sorte Felipe!

Gostei da vibração contida do Felipe Massa com a pole no Bahrein. Ele sabe que deu um grande passo, mas vai ter que encarar toda uma corrida antes de comemorar alguma coisa. Será preciso tomar cuidado com o Hamilton logo ali ao lado, pois o cara já mostrou que é bom e que quer fazer história. E quem sabe a narração do Cléber Machado, mais leve, traga a boa sorte que está faltando.

terça-feira, 10 de abril de 2007

O Grito



Que sentido há

No grito aflito

Bem no meio de uma estrada

Onde não existe nada

Muito perto de uma ponte

Olhos fixos no horizonte

A mirar o infinito?






segunda-feira, 9 de abril de 2007

Frustração de novo

Vibrei muito com a pole do Massa. Acordei às três e meia da manhã esperando vê-lo disparar na frente, ganhar a corrida e apagar a frustração da abertura do campeonato. Mas logo de cara ele caiu para o terceiro lugar. A gana de vencer era tanta, que arriscou tudo, errou e caiu para quinto. E ali ficou. Enquanto o Kimi administrava com frieza o terceiro lugar.
Não estou gostando nada de criar uma grande expectativa por causa dos bons resultados nos treinos e depois vê-la frustrada na hora da corrida. Apesar de saber que o Alonso é o mais forte candidato ao título, gostaria de ver o Felipe disputando ponto a ponto a liderança, ganhando corridas, indo pelo menos ao pódio, para não deixar o Kimi construir uma vantagem que o leve a se tornar a prioridade dentro da Ferrari.
Espero que as coisas possam ser melhores no Bahrein.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A magia da Páscoa

Como é gostoso ser criança nesse tempo de páscoa! Esperar pelo coelhinho, procurar os ovos pela casa toda, surpreender-se com o que há dentro deles, lambuzar-se de chocolate até a mãe decretar que eles são a sobremesa, não o almoço.
Acho que os ovos de páscoa mais saborosos que comemos na vida são aqueles fabricados e distribuídos pelos coelhinhos.

terça-feira, 3 de abril de 2007

Já vai tarde

Sou totalmente contra o costume nacional de mandar um técnico de futebol embora após dois ou três maus resultados, sem dar-lhe tempo de conceber e colocar em prática um projeto de trabalho dentro de um time. Mas o caso do técnico Leão já não era mais de tolerância por parte da diretoria do Corinthians e sim de incompetência ou burrice, ou de alguma razão mais obscura que prendia o treinador ao time.
Leão é um bom treinador, mas sua arrogância e autoritarismo sufocaram aquela competência que ele demonstrou nos tempos do Santos de Diego e Robinho. Atualmente ele só sabe criar polêmica com dirigentes e jogadores, além de ter exagerado na mania de criticar a arbitragem em todos os jogos. Como diz o meu pai: se fizer quatro, cinco gols, não é possível que todos serão anulados.
Finalmente ele está fora do Corinthians. Não que isso resolva todos os problemas, mas pode ser que um novo comandante traga novos ares para esse time tão desgovernado.