As palavras escapam
Por entre meus dedos
Derramam-se fartas
Revelam segredos.
18/10/2007
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Centenário da morte de Machado de Assis
Em setembro de 2008 vamos comemorar o centenário da morte de Machado de Assis. As homenagens já estão a todo vapor.
Círculo vicioso
Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...
Machado de Assis
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Faz tanta falta assim?
O ano em que meus pais saíram de férias não vai concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. É um filme maravilhoso, me conquistou desde que li as primeiras críticas e comentários. Ele se passa em 1970 e conta a história do menino Mauro, cujos pais são militantes políticos em plena ditadura e precisam "sair de férias" por uns tempos para fugir da repressão. O menino é praticamente adotado pela comunidade judaica do bairro Bom Retiro e ali vai descobrir sobre tolerência e amizade, vai torcer pela seleção brasileira na Copa do Mundo do México, vai intuir sobre o momento político que o país vive, enfim, vai começar a crescer.
É um filme imperdível, de alta qualidade e por isso eu me pergunto: deixar de concorrer ao Oscar faz tanta falta assim? É ótimo conquistar prêmios, a estatueta traz prestígio e dá uma turbinada no marketing, mas não serve como a maior, ou única, medida para a qualidade de um filme, ou ator, ou diretor.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Degustação
Há algum tempo comecei a colocar em prática uma ótima maneira de degustar poemas: copiá-los à mão. Vou juntando os poemas que mais me encantam, achados em livros e na internet, que sempre leio e releio. Mas é quando me sento com calma e os copio para meu caderno que consigo perceber e desfrutar melhor o sentido e o sabor das palavras. Depois disso, cada releitura se torna mais especial e prazerosa. Desde que comecei, já reuni uma pequena, mas saborosa, coleção de poemas.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Um sonho
Sonhei com a primeira etapa do campeonato de Fórmula 1. Eu era ao mesmo tempo platéia e piloto.
Havia mais quatro equipes compondo o grid. Nelsinho conseguiu uma ótima posição de largada, segundo ou terceiro, mas foi ultrapassado por vários carros logo na primeira curva. Felipe Massa abandonou a prova por causa de um pneu estourado. David Coulthard dava entrevista com cara de moleque. Schumacher também estava por lá. Apenas dez carros completaram a prova, houve muitos abandonos.
Juan Pablo Montoya venceu a corrida, seguido por mim, que me chamava Pola Galland e Marc Gene completou o pódio. O sonho terminou com a pergunta: algum desses três vai estar na luta pelo título na última etapa do campeonato?
