terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Faz tanta falta assim?

O ano em que meus pais saíram de férias não vai concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. É um filme maravilhoso, me conquistou desde que li as primeiras críticas e comentários. Ele se passa em 1970 e conta a história do menino Mauro, cujos pais são militantes políticos em plena ditadura e precisam "sair de férias" por uns tempos para fugir da repressão. O menino é praticamente adotado pela comunidade judaica do bairro Bom Retiro e ali vai descobrir sobre tolerência e amizade, vai torcer pela seleção brasileira na Copa do Mundo do México, vai intuir sobre o momento político que o país vive, enfim, vai começar a crescer.
É um filme imperdível, de alta qualidade e por isso eu me pergunto: deixar de concorrer ao Oscar faz tanta falta assim? É ótimo conquistar prêmios, a estatueta traz prestígio e dá uma turbinada no marketing, mas não serve como a maior, ou única, medida para a qualidade de um filme, ou ator, ou diretor.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Degustação

Há algum tempo comecei a colocar em prática uma ótima maneira de degustar poemas: copiá-los à mão. Vou juntando os poemas que mais me encantam, achados em livros e na internet, que sempre leio e releio. Mas é quando me sento com calma e os copio para meu caderno que consigo perceber e desfrutar melhor o sentido e o sabor das palavras. Depois disso, cada releitura se torna mais especial e prazerosa. Desde que comecei, já reuni uma pequena, mas saborosa, coleção de poemas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Hai-Kai





Esse hai-kai é do Millôr Fernandes. Com a ilustração fica muito mais divertido.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Um sonho

Sonhei com a primeira etapa do campeonato de Fórmula 1. Eu era ao mesmo tempo platéia e piloto.
Havia mais quatro equipes compondo o grid. Nelsinho conseguiu uma ótima posição de largada, segundo ou terceiro, mas foi ultrapassado por vários carros logo na primeira curva. Felipe Massa abandonou a prova por causa de um pneu estourado. David Coulthard dava entrevista com cara de moleque. Schumacher também estava por lá. Apenas dez carros completaram a prova, houve muitos abandonos.
Juan Pablo Montoya venceu a corrida, seguido por mim, que me chamava Pola Galland e Marc Gene completou o pódio. O sonho terminou com a pergunta: algum desses três vai estar na luta pelo título na última etapa do campeonato?

domingo, 30 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

Noite de Natal

Costumávamos passar a noite de Natal na casa de uma das irmãs do meu pai, Matilde, tia Tudi. Era uma farra, vinham tios e tias, vinham os primos. Uma dessas noites ficou muito marcada na minha memória.
Não me lembro o ano. Minha tia de São Paulo, madrinha do meu irmão, trouxe para ele uma bicicleta, o pedido dele ao Papai Noel. Eu tinha pedido uma boneca chamada Din Din, que a gente dava corda e ela tocava uma musiquinha de ninar e se espreguiçava.
Na hora da ceia, todos os meus primos já tinham recebido os presentes, menos eu e meu irmão. Para evitar choradeira, meu pai resolveu vir até em casa ver se o Papai Noel já tinha passado por aqui. Para nossa alegria, o bom velhinho já tinha devidamente entregue nossos presentes. Então foi uma festa só!
O mais engraçado foi que depois de algum tempo meu irmão tinha abandonado a bicicleta e ficou brincando com o carrinho de bombeiros do meu primo, que por sua vez girava pela casa toda com a bicicleta novinha. Essas crianças...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Saudade de outros tempos

É impressionante como nunca valorizamos as coisas no momento em que elas acontecem. Só percebemos sua verdadeira importância depois que elas acabam e não voltam mais. Queria ter aproveitado tanto outros natais!
Será que terei aproveitado este como ele merece quando me lembrar dele daqui a algum tempo?

domingo, 16 de dezembro de 2007

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Poema colado

Vi este poema no blog do Antonio Cícero e adorei.

El tiempo

Este verso és el presente.
El verso que habéis leído ya es el pasado,
ya ha quedado atrás después de la lectura.
El resto del poema es el futuro,
que existe fuera de vuestra
percepción.

Las palabras
están aquí, tanto si las leéis
como si no. Y ningún poder terrestre
puede modificarlo.

Joan Brossa

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Caiu!!!

Deixei de me declarar corintiana por muito tempo, até flertei com outros times, mas ontem foi impossível ficar indiferente. Assisti ao jogo e entrei no ritmo do alívio e da decepção que se alternavam nos rostos dos torcedores a cada momento, a cada lance dos dois jogos decisivos. Até que veio o apito final e a palavra tão temida repercutiu: rebaixamento. Palavra que soa triste pela grandeza do clube, mas merecida pela mediocridade e pela bandalheira dos últimos tempos.