sábado, 9 de fevereiro de 2008

Direitos do leitor

Encontrei esse "manifesto" no blog Sítio da Poesia e achei bem interessante.

Daniel Pennac
Como um romance, ASA, 1993

Direitos inalienáveis do leitor:
1) O direito de não ler.
2) O direito de saltar páginas.
3) O direito de não terminar um livro.
4) O direito de reler.
5) O direito de ler qualquer coisa.
6) O direito de se refugiar nos romances (doença textualmente transmissível).
7) O direito de ler em qualquer lugar.
8) O direito de saltar de livro em livro.
9) O direito de ler em voz alta.
10) O direito de não falar do que se leu.

Com esta lista de direitos, Daniel Pennac reage contra o modo como a leitura era ensinada e imposta nas escolas: "têm de ler este livro porque sim, têm de ler estas 400 páginas em duas semanas..." Pennac recupera a noção de que a leitura deve ser um acto de prazer e reivindica a liberdade que temos para fazermos as nossas escolhas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Duas datas

Hoje eu comemoro duas datas especiais: a primeira é o aniversário do meu irmão. Ele é dois anos mais novo que eu, somos bastante diferentes, mas temos muitos gostos em comum, muitas afinidades. Conversamos muito, aprendemos um com o outro, somos muito companheiros. Hoje ele está em outra cidade, mas já liguei pra ele e desejei os parabéns.
A outra data especial é o aniversário de nove anos da minha formatura do curso de Letras, o encerramento com chave de ouro do período mais maravilhoso da minha vida. Éramos uma turma pequena, muito unida, com professores ao mesmo tempo camaradas e competentes. Foi uma época de saraus literários, de exercícios de escrita, de muita leitura e debates, todos aprendendo e ensinando ao mesmo tempo. E principalmente uma época de grandes amizades, as mais especiais e profundas que conquistei na vida, um pouco distantes agora, mas guardadas com muito carinho na memória.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Poema

As palavras escapam
Por entre meus dedos
Derramam-se fartas
Revelam segredos.

18/10/2007

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Centenário da morte de Machado de Assis

Em setembro de 2008 vamos comemorar o centenário da morte de Machado de Assis. As homenagens já estão a todo vapor.

Círculo vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
"Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

"Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela"
Mas a lua, fitando o sol com azedume:

"Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume"!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta luz e desmedida umbela...
Por que não nasci eu um simples vagalume?"...

Machado de Assis

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Faz tanta falta assim?

O ano em que meus pais saíram de férias não vai concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro. É um filme maravilhoso, me conquistou desde que li as primeiras críticas e comentários. Ele se passa em 1970 e conta a história do menino Mauro, cujos pais são militantes políticos em plena ditadura e precisam "sair de férias" por uns tempos para fugir da repressão. O menino é praticamente adotado pela comunidade judaica do bairro Bom Retiro e ali vai descobrir sobre tolerência e amizade, vai torcer pela seleção brasileira na Copa do Mundo do México, vai intuir sobre o momento político que o país vive, enfim, vai começar a crescer.
É um filme imperdível, de alta qualidade e por isso eu me pergunto: deixar de concorrer ao Oscar faz tanta falta assim? É ótimo conquistar prêmios, a estatueta traz prestígio e dá uma turbinada no marketing, mas não serve como a maior, ou única, medida para a qualidade de um filme, ou ator, ou diretor.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Degustação

Há algum tempo comecei a colocar em prática uma ótima maneira de degustar poemas: copiá-los à mão. Vou juntando os poemas que mais me encantam, achados em livros e na internet, que sempre leio e releio. Mas é quando me sento com calma e os copio para meu caderno que consigo perceber e desfrutar melhor o sentido e o sabor das palavras. Depois disso, cada releitura se torna mais especial e prazerosa. Desde que comecei, já reuni uma pequena, mas saborosa, coleção de poemas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Hai-Kai





Esse hai-kai é do Millôr Fernandes. Com a ilustração fica muito mais divertido.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Um sonho

Sonhei com a primeira etapa do campeonato de Fórmula 1. Eu era ao mesmo tempo platéia e piloto.
Havia mais quatro equipes compondo o grid. Nelsinho conseguiu uma ótima posição de largada, segundo ou terceiro, mas foi ultrapassado por vários carros logo na primeira curva. Felipe Massa abandonou a prova por causa de um pneu estourado. David Coulthard dava entrevista com cara de moleque. Schumacher também estava por lá. Apenas dez carros completaram a prova, houve muitos abandonos.
Juan Pablo Montoya venceu a corrida, seguido por mim, que me chamava Pola Galland e Marc Gene completou o pódio. O sonho terminou com a pergunta: algum desses três vai estar na luta pelo título na última etapa do campeonato?