domingo, 31 de agosto de 2008

Centenário da morte de Machado de Assis

CAPÍTULO CXCVIII
— AO vencedor, as batatas! exclamou Rubião quando deu com os olhos na rua, sem noite, sem água, beijada do sol.

(Machado de Assis, Quincas Borba)

sábado, 23 de agosto de 2008

As amarelinhas

Em Atenas-2004 elas foram chamadas de amarelonas, depois de perderem a semifinal praticamente ganha após aquele famoso placar de 24 a 19. Apelido injusto, apesar da decepção.
Em Pequim-2008, depois de um período de batalha e amadurecimento, elas começaram impecáveis, arrasadoras, vencendo todos os jogos por 3 a 0. E chegaram às semifinais rondadas por aquele fantasma, mas passaram pela China com certa tranquilidade.
A final começou com um primeiro set fácil, sossegado. Já no segundo, pelo nervosismo da decisão, elas se atrapalharam um pouco e as americanas venceram. O terceiro foi um verdadeiro passeio. E o quarto foi equilibrado até o final, porque decisão sem emoção também não vale. Vinte quatro a vinte e um e... Vitória!
Dessa vez, sim, elas podem ser chamadas de amarelas. Orgulhosamente amarelas de ouro. Amarelinhas do Brasil!

domingo, 3 de agosto de 2008

Tremenda injustiça

Hoje os deuses do esporte cometeram uma das maiores injustiças que vi no automobilismo: depois de fazer uma largada fantástica, deixando Kovalainen e Hamilton para trás, disparando na frente, vendo Hamilton ter um pneu furado e perder posições, o Felipe Massa teve seu motor Ferrari estourado a três voltas do final da corrida e não terminou a prova.
Só mais um pouquinho e suas lágrimas poderiam ter sido de alegria...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Centenário da morte de Machado de Assis

CAPÍTULO I
Do Título


Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, encontrei no trem da Central um rapaz aqui do bairro, que eu conheço de vista e de chapéu. Cumprimentou-me, sentou-se ao pé de mim, falou da lua e dos ministros, e acabou recitando-me versos. A viagem era curta, e os versos pode ser que não fossem inteiramente maus. Sucedeu, porém, que, como eu estava cansado, fechei os olhos três ou quatro vezes; tanto bastou para que ele interrompesse a leitura e metesse os versos no bolso.
– Continue, disse eu acordando.
– Já acabei, murmurou ele.
– São muito bonitos.
Vi-lhe fazer um gesto para tirá-los outra vez do bolso, mas não passou do gesto; estava amuado. No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. Contei a anedota aos amigos da cidade, e eles, por graça, chamam-me assim, alguns em bilhetes: “Dom Casmurro, domingo vou jantar com você.” – “Vou para Petrópolis, Dom Casmurro; a casa é a mesma da Renânia; vê se deixas essa caverna do Engenho Novo, e vai lá passar uns quinze dias comigo.” – “Meu caro Dom Casmurro, não cuide que o dispenso do teatro amanhã; venha e dormirá aqui na cidade; dou-lhe camarote, dou-lhe chá, dou-lhe cama; só não lhe dou moça.”
Não consultes dicionários. Casmurro não está aqui no sentido que eles lhe dão, mas no que lhe pôs o vulgo de homem calado e metido consigo. Dom veio por ironia, para atribuir-me fumos de fidalgo. Tudo por estar cochilando! Também não achei melhor título para a minha narração; se não tiver outro daqui até o fim do livro, vai este mesmo. O meu poeta do trem ficará sabendo que não lhe guardo rancor. E com pequeno esforço, sendo o título seu, poderá cuidar que a obra é sua. Há livros que apenas terão isso dos seus autores; alguns nem tanto.

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

domingo, 20 de julho de 2008

Brasileiros no pódio

Contando com muita sorte, uma boa estratégia e bastante concentração, finalmente o Nelsinho conseguiu subir ao pódio, mostrando que é um bom piloto e se tiver um bom carro poderá realmente ser competitivo.
E foi muito bom ver dois brasileiros no pódio, apesar de o Felipe Massa ter ficado em terceiro e deixado o Hamilton escapar um pouquinho na classificação do campeonato com a vitória. Por outro lado, ele abriu uma vantagem para o Kimi que pode ser decisiva quando chegar a hora da definição de primeiro e segundo pilotos na Ferrari.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

terça-feira, 8 de julho de 2008

Circulando a energia

Dizem que mudanças, mesmo as menores, fazem circular as energias ao nosso redor. Por isso, lá vai uma pequena mudança nas cores do blog.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Centenário da morte de Machado de Assis

8 de abril

Papel, amigo papel, não recolhas tudo o que escrever esta pena vadia. Querendo servir-me, acabarás desservindo-me, porque se acontecer que eu me vá desta vida, sem tempo de te reduzir a cinzas, os que me lerem depois da missa de sétimo dia, ou antes, ou ainda antes do enterro, podem cuidar que te confio cuidados de amor.
Não, papel. Quando sentires que insisto nessa nota, esquiva-te da minha mesa, e foge. A janela aberta te mostrará um pouco de telhado, entre a rua e o céu, e ali ou acolá acharás descanso. Comigo, o mais que podes achar é esquecimento, que é muito, mas não é tudo; primeiro que ele chegue, virá a troça dos malévolos ou simplesmente vadios.
Escuta, papel. O que naquela dama Fidélia me atrai é principalmente certa feição de espírito, algo parecida com o sorriso fugitivo, que já lhe vi algumas vezes. Quero estudá-la se tiver ocasião. Tempo sobra-me, mas tu sabes que é ainda pouco para mim mesmo, para o meu criado José, e para ti, se tenho vagar e quê — e pouco mais.

(Machado de Assis, Memorial de Aires)

quarta-feira, 18 de junho de 2008

domingo, 8 de junho de 2008

Alguma coisa me dizia...

Que hoje era o dia do Kubica na Fórmula 1. E justamente na pista em que ele sofreu um acidente espetacular no ano passado.
E alguma coisa me dizia também que o Hamilton ia fazer alguma besteira. E que acabou sendo maior que as duas que lhe custaram o campeonato do ano passado, uma batida no Kimi na saída dos boxes, que tirou os dois da prova.
A situação só não foi melhor para o Massa porque ele não conseguiu uma boa colocação, mas marcou pontinhos preciosos. Mesmo com o Kubica vencendo e assumindo a liderança, é improvável que ele seja um adversário mais duro pelo título.
Enfim, foi uma ótima corrida, com uma bela ultrapassagem do Felipe, com o Rubinho marcando mais alguns pontinhos e com essa vitória do Kubica, que eu já admiro há algum tempo e que já estava merecendo subir no lugar mais alto do pódio.