Acabei de reler o romance Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa. O que me chamou a atenção nessa releitura foi a oralidade da narrativa, após poucas páginas eu já estava impregnada do modo de falar do sertanejo e lendo quase em voz alta. Esse mestre da nossa literatura não captou simplesmente as expressões, mas o ritmo peculiar que compõe a fala da gente dessa região.
E foi vendo e ouvindo o jagunço Riobaldo que eu mergulhei no sertão, viajei pelas veredas, chapadas, rios e riachos, entrei nas fazendas e me misturei ao bando que pelejava por esses caminhos com seu modo simples de ser e de viver. E acima de tudo, acompanhei o amor proibido do Tatarana pelo jagunço de belos olhos verdes, Diadorim, amor de gestos e de palavras, de proximidade e distância, profundo demais e que era para a vida inteira, mas que não se realizou.
Uma bela viagem ao longo de quase seiscentas páginas. Travessia.
2 comentários:
GOSTEI DE VER E LER:)
A LUZ QUE TE DEIXO É DA COR DA MINHA VIDA:)
Comenta o meu blog:)
Olá Valéria
Despertaste a minha curiosidade com a tua critica ao livro de Guimarães Rosa.
Confesso que ainda não li nada deste escritor, mas na próxima oportunidade irei procurar nas livrarias o "Grande Sertão", para me deliciar com a sua leitura.
Gostei de passar neste teu cantinho.
Deixo-te um abraço
Postar um comentário